Otimismo do consumidor tem a maior alta em 15 meses, segundo CNI

BRASÍLIA  -  O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) subiu 2,4% em janeiro, atingindo 113,9 pontos, frente a 111,2 pontos em dezembro, informou nesta sexta-feira a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Trata-se da maior alta mensal desde outubro de 2012, quando o índice avançou 2,8%. Melhoraram as expectativas em relação ao emprego e à renda. A percepção atual sobre a situação financeira e o endividamento também é positiva.

Em comparação com janeiro de 2013, o Inec caiu 0,26%, já que no início do ano passado o indicador estava em 114,2 pontos.

De acordo com a entidade patronal, “para os próximos meses, é possível que haja alguma acomodação após um aumento tão expressivo, mas o otimismo deverá se manter superior ao registrado no segundo semestre de 2013”.

O indicador é calculado a partir de seis componentes de expectativa: inflação, emprego, situação financeira, endividamento, renda pessoal e compra de produtos de alto valor.

Entre esses seis componentes, quatro tiveram alta em relação a dezembro e outros dois tiveram retração.

A alta mais expressiva foi em relação ao desemprego, que saltou 9,1% entre dezembro e janeiro ao sair de 120,9 pontos para 131,9 pontos. Essa alta reflete “o crescimento do número de entrevistados que espera queda no desemprego”, avaliou a CNI.

A segunda maior alta foi em relação à situação financeira, que cresceu 3,8% ao passar de 109,3 pontos para 113,4 pontos. Em seguida, vem a expectativa de renda pessoal, que avançou 3,4% de 112 pontos para 115,8 pontos.

O endividamento foi o quarto indicador que cresceu, apontando otimismo do consumidor. O índice subiu 2,4%, chegando a 107,6 pontos ante 105,1 pontos em dezembro.

Por outro lado, os consumidores esperam uma alta da inflação (queda de 3%, de 106,7 pontos para 103,5 pontos) e menores compras de bens de maior valor (baixa de 0,4%, de 113,5 pontos para 113 pontos).

Por Lucas Marchesini | Valor

Fonte: http://www.valor.com.br/brasil/3415286/otimismo-do-consumidor-tem-maior-alta-em-15-meses-segundo-cni