Curtas da Construção

MRV lança valor recorde para um 1º trimestre - A MRV Engenharia registrou, de janeiro a março, lançamentos de R$ 1,211 bilhão, maior Valor Geral de Vendas (VGV) apresentado pela companhia em um primeiro trimestre. Na comparação anual, houve expansão de 24,5%. Cerca de 70% dos lançamentos foram realizados em março. A incorporadora tem apostado na estratégia de lançar mais empreendimentos em cidades com demanda por imóveis e pouca oferta. "Seremos mais ativos em lançamentos neste ano do que em 2016", afirma o copresidente da MRV, Rafael Menin. (Valor, 18/04/17). Leia mais no Valor Econômico

Vendas líquidas da MRV no 1o tri crescem 15% com mais lançamentos e queda em distratos - As vendas líquidas da construtora de imóveis econômicos MRV Engenharia entre janeiro e março cresceram 15 por cento sobre igual período um ano antes, conforme os lançamentos atingiram nível recorde para o primeiro trimestre e os distratos recuaram mais de 15 por cento. "Esse primeiro trimestre foi de inflexão e esperamos que esse ano seja mais ativo em lançamentos e vendas comparado a 2016", afirmou à Reuters o copresidente da empresa, Rafael Menin. O executivo ainda disse que a MRV não espera recuperação forte da economia em 2017 e, apesar das medidas positivas adotadas pelo governo no âmbito do Minha Casa Minha Vida (MCMV), a MRV será "assertiva" nos lançamentos, concentrando-se em microrregiões subabastecidas. No primeiro trimestre, as vendas contratadas brutas da MRV somaram 1,3 bilhão de reais, 7,2 por cento mais ante janeiro a março de 2016, conforme prévia operacional divulgada nesta segunda-feira. Já vendas líquidas subiram 15 por cento na mesma comparação, para 1,05 bilhão de reais. A construtora lançou 7.677 unidades nos três primeiros meses de 2017, o equivalente a um valor geral de vendas (VGV) de 1,211 bilhão de reais. A cifra é 24,5 por cento maior que a do primeiro trimestre de 2016 e foi 13,1 por cento acima do quarto trimestre. (Reuters, 18/04/17)

Distratos da MRV - Ao mesmo tempo, a relação distratos sobre vendas caiu para 20,5 por cento, de 26 por cento entre janeiro e março de 2016, devido à adoção do projeto 'venda garantida', por meio do qual a MRV contabiliza o negócios somente após o repasse. Menin afirmou que o mecanismo posterga o reconhecimento das vendas, mas deve permitir à MRV zerar os distratos dentro de aproximadamente dois anos. "Sem isso, as vendas (brutas do primeiro trimestre) teriam crescido 12 por cento, e não 7 por cento", comentou, acrescentando que a empresa espera introduzir esse método em todas as regiões até o fim deste ano. A construtora também pretende gastar entre 100 milhões e 120 milhões de reais a mais com a compra de terrenos em 2017, de acordo com o executivo. "A competição está pequena e queremos montar um land bank gigantesco até esse janela de oportunidade se fechar", afirmou. O estoque de terrenos da MRV totalizava 41,4 bilhões de reais ao fim de março, 14,1 por cento maior sobre o mesmo período de 2016. Segundo o co-presidente, os desembolsos com a compra de terrenos e investimentos em infraestrutura tendem a limitar a geração de caixa da empresa no curto prazo. No primeiro trimestre, a MRV teve geração de caixa recorrente de 75 milhões de reais, 58,3 por cento menos ante igual intervalo do ano passado, afetada ainda pela postura restritiva de um dos bancos parceiros, o que comprometeu as vendas e o repasse das unidades, disse Menin. "Quando as obras ficam prontas podemos migrar de banco, então esperamos recuperação de caixa no segundo semestre em função dessa migração", disse o executivo. (Reuters, 18/04/17)

Cyrela tem queda de 4,3% nas vendas do 1º trimestre – As vendas líquidas da Cyrela Realty tiveram queda de 4,3 por cento no primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, para 520 milhões de reais, informou a incorporadora nesta segunda-feira. Os lançamentos ficaram praticamente estáveis no período, a 612 milhões de reais. A participação da empresa nos lançamentos passou de 67 para 88 por cento. A Cyrela informou que lançou nos três primeiros meses do ano três empreendimentos, dos quais dois na cidade de São Paulo e um no Rio de Janeiro. A companhia informou que das vendas líquidas no trimestre passado, 199 milhões de reais foram de imóveis prontos em estoque ante 99 milhões no primeiro trimestre de 2016. A participação das vendas de estoque em construção se manteve em 209 milhões de reais e o restante, 112 milhões, correspondeu a lançamentos. (Reuters, 18/04/17)

Volume de lançamentos da Cyrela fica estável no 1º trimestre - A Cyrela Brazil Realty encerrou o primeiro trimestre com volume de lançamentos de R$ 612 milhões, estável em relação a igual período de 2016. Considerada apenas a parcela da empresa, o volume lançado avançou 31%, para R$ 537 milhões. Não houve permutas nos lançamentos do primeiro trimestre, comparado a R$ 21 milhões em permutas no primeiro trimestre de 2016. Assim, excluídas permutas e considerada apenas a parcela da Cyrela, o avanço do volume lançado foi de 34,6% na base anual, de R$ 399 milhões para R$ 537 milhões. As vendas líquidas contratadas no trimestre somaram R$ 520 milhões, queda de 4,3% na comparação anual. Das vendas líquidas realizadas no trimestre, R$ 199 milhões se refere à venda de estoque pronto (38%), R$ 209 milhões à venda de estoque em construção (40%) e R$ 112 milhões à venda de lançamentos (22%). A velocidade de vendas de lançamentos foi de 18% no trimestre. A participação da Cyrela nas vendas contratadas foi de 71% de janeiro a março de 2017, ante 76% no mesmo período do ano anterior. Excluídas permutas e considerada apenas a parcela da Cyrela, o volume vendido atingiu R$ 371 milhões no primeiro trimestre, queda de 8,7% em relação ao mesmo intervalo de 2016.  (UOL, 18/04/17)

Centro-avante - A Tarjab, incorporadora especializada em prédios residenciais, fez um aporte de R$ 50 milhões em um projeto de hotel, que ficará no centro de São Paulo. A construção, iniciada em abril, tem previsão de ser finalizada em três anos, segundo Carlos Borges, presidente da empresa. A estratégia é vender quartos para investidores que vão receber parte da rentabilidade.  A incorporadora, no entanto, tem fundos para a obra inteira caso seja necessário, afirma. "Se não aparecerem compradores, não descarto a possibilidade de ficar com uma parte do empreendimento", diz Borges. A administração ficará a cargo da rede francesa B&B, que não opera no Brasil. "A ocupação em São Paulo hoje é razoável, de 65%. O centro, entendemos, tem carência", diz. O público-alvo é formado por turistas que fazem compras na região da rua 25 de Março, vão às feiras no Anhembi e precisam ir a órgãos públicos. (Folha de S. Paulo, 18/04/17)

Empreiteiro diz que país vive 'nova era' - Aos 91 anos, Murillo Mendes, filho do fundador da Mendes Jr. e decano do setor de construção civil no país, acompanhou de perto o noticiário dos últimos dias sobre as delações de executivos da Odebrecht e, ao Valor, disse não ter dúvida: "O regime no Brasil é o regime que não respeita as leis e esse regime desabou". (Valor, 18/04/17). Leia mais no Valor Econômico

Pöyry define novo presidente para América Latina - A multinacional finlandesa Pöyry, que atua na área de serviços de engenharia e consultoria, anunciou ontem a nomeação de novo presidente para a América Latina. Fábio Fonseca, atual diretor de Processos Industriais e Infraestrutura, vai suceder Marcelo Cordaro, que esteve no comando da companhia nos últimos oito anos. (Valor, 18/04/17). Leia mais no Valor Econômico

Em expansão - O VillageMall, na Barra, vai ganhar uma expansão. A nova área terá 1.500m² e o projeto inclui, além de novos restaurantes, uma livraria - a única do shopping, que chegou a ter uma filial da Saraiva. Ela fechou as portas para dar lugar a uma loja da Dolce & Gabbana. (O Globo, 18/04/17)

Construção corta vagas pelo 29º mês seguido - O setor da construção cortou 14.070 vagas em todo o Brasil em fevereiro, queda de 0,56% em relação a janeiro. Foi a 29ª queda consecutiva. Com isso, o setor tem agora estoque 2,48 milhões de trabalhadores ocupados. Ante fevereiro de 2016, houve queda de 13,95% no nível de emprego. Em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque era de 3,57 milhões de empregados. Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). "A intensificação do desemprego na construção resulta da redução contínua do volume de novas obras, decorrente do prolongamento da recessão econômica", afirmou o presidente do Sinduscon-SP, José Romeu Ferraz Neto. A expectativa da entidade é que este quadro somente se reverterá depois de tomadas medidas para reativação da economia, acompanhadas de queda da inflação e juros. "Por isso é tão relevante a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência, melhorando o ambiente de negócios e proporcionando segurança jurídica ao emprego formal", disse Ferraz. Na comparação com janeiro, os segmentos que mais apresentaram queda foram obras de instalação (-0,82%), imobiliário (-0,79%) e acabamento (-0,65%). Em 12 meses, as maiores baixas são nos segmentos imobiliário (-16,96%), obras de acabamento (-13,52%) e infraestrutura (-13,5%). Entre as regiões, apenas a Sul registrou alta, 0,44%, com aumento em todos os Estados: Paraná (0,80%), Santa Catarina (0,48%) e Rio Grande do Sul (0,01%). Houve queda no Norte (-1,95%), Nordeste (-0,82%), Sudeste (-0,71%) e Centro-Oeste (-0,07%). No Sudeste, as maiores quedas foram nos Estados do Espírito Santo (-2,14%), Rio (-0,99%) e São Paulo (-0,66%). (UOL, 18/04/17)

Aluguel acumula alta de 0,47% no primeiro trimestre de 2017, diz FipeZap - O preço médio de locação dos imóveis no Brasil registrou um aumento nominal de 0,15% entre fevereiro e março de 2017, segundo o Índice FipeZap, que acompanha o valor do aluguel residencial em 15 cidades brasileiras. Trata-se da terceira alta consecutiva nos preços de aluguel no ano, período em que a variação acumula alta de 0,47% (face a à inflação de 0,96% no período, medida pelo IPCA/IBGE). Individualmente, 7 cidades reforçaram esse movimento ao longo do último mês: Fortaleza (+0,94%), Recife (+0,71%), Belo Horizonte (+0,54%), São Bernardo do Campo (+0,36%), São Paulo (+0,31%), Campinas (+0,23%) e Distrito Federal (+0,13%). Apesar desse avanço, na comparação de 12 meses, o Índice FipeZap de Locação ainda recua 2,50%. Considerando-se a inflação medida pelo IPCA/IBGE para os últimos 12 meses (+4,57%), observa-se uma queda real de 6,76% nos preços de locação. De fato, das 15 cidades monitoradas, apenas Recife (+1,65%) e Santos (+0,81%) apresentaram variação positiva nos preços, ainda que inferior à inflação do período. Comparando-se o preço médio de locação com o preço médio de venda dos imóveis, é possível obter uma medida da rentabilidade para o investidor que opta por alugar seu imóvel. Trata-se de um indicador relevante para se avaliar a atratividade do mercado imobiliário em relação a outras opções de investimento. Com base nos dados de março de 2017, o retorno médio anualizado do aluguel foi de 4,3%. Vale lembrar que os preços considerados para o cálculo se referem a anúncios para novos aluguéis. Em outras palavras, o Índice FipeZap de Locação não incorpora em seu cálculo a correção dos aluguéis em contratos vigentes, cujos valores são usualmente reajustados periodicamente pelo IGP-M/FGV ou índices similares, de acordo com o especificado em contrato. (O Globo, 18/04/17)

Gestão Doria deve receber R$ 40 mi em doações de empresas da construção civil - Duas das três maiores propostas de “doação” à gestão João Doria (PSDB) foram feitas por entidades ligadas à construção civil, segundo planilhas publicadas nesta segunda-feira (17) pelo prefeito. O SindusCon-SP, sindicato patronal do setor, e empresas da área se propuseram a doar R$ 20 milhões em obras para um abrigo voltado a moradores de rua. Já fabricantes de asfalto pretendem ceder o mesmo valor em serviços de “recuperação de vias”. Uma terceira proposta, também de R$ 20 milhões, foi feita pela aérea Qatar Airways para “conservação e manutenção de pontes e áreas verdes”. (Folha de S. Paulo, 18/04/17)

Prédio do Mappin é arrematado por R$ 81,7 milhões - Parte do edifício onde funcionava uma das unidades mais famosas da rede de departamentos Mappin - a maior do país nos anos 90 - foi arrematada ontem por R$ 81,7 milhões. Esse era o último e mais valioso bem disponível da massa falida. Com a venda, o processo de falência, que já dura quase duas décadas, encaminha-se para o encerramento. Valor, 18/04/17). Leia mais no Valor Econômico
 
IAB defende mais serviços em Rio das Pedras - A ideia do prefeito Marcelo Crivella de urbanizar Rio das Pedras a partir da verticalização da favela foi criticada pelo presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil do Rio (IAB-RJ), Pedro da Luz Moreira. Segundo o especialista, mais do que obras de urbanização é fundamental na comunidade uma política de atenção continuada, que englobe serviços como coleta de lixo, tratamento de esgoto, manutenção da iluminação, entre outros. A intenção da administração municipal é transferir alguns moradores de Rio das Pedras para prédios na própria favela e fazer intervenções na infraestrutura. Pedro da Luz teme que o projeto de Crivella se torne um fracasso, como ocorreu, segundo ele, com o Programa Cingapura, em São Paulo, onde grande parte dos edifícios construídos no governo de Paulo Maluf em mais de 50 favelas da cidade "se transformou em problemas, em condomínios não administráveis". O especialista defende a criação de um Posto de Orientação Urbanística e Social (Pouso) e uma política de assistência continuada pós-obra. - Não existe solução mágica, mas tem que haver uma política continuada, com tratamento de esgoto, coleta de lixo, iluminação pública, serviços que deveriam ser normalizados ou do mesmo nível dos do entorno. (O Globo, 18/04/17)

Fundos imobiliários - Os fundos imobiliários (FII) são vistos por muitos investidores como uma alternativa de investimento comparado com a renda fixa. Por quê? A renda fixa, na prática, acaba sendo aquele investimento em que, no momento da aplicação, a condição de rentabilidade é conhecida, possui um indexador e apresenta um risco de perda do valor investido menor que diversas outras classes de ativos. E os fundos imobiliários? (Valor, 18/04/17). Leia mais no Valor Econômico

DoJ homologa leniência da Odebrecht e multa de US$ 2,6 bi - O acordo de leniência da Odebrecht com as autoridades dos Estados Unidos foi homologado ontem no Tribunal do Distrito Leste de Nova York, deixando a empresa livre para fazer negócios no país, de acordo com uma fonte com conhecimento da situação que não quis se identificar. (Valor, 18/04/17). Leia mais no Valor Econômico

Delação alerta empresas para 'compliance' - As delações da Odebrecht deixam um alerta imediato para as políticas de "compliance" nas grandes empresas e para a postura de seus executivos diante das suspeitas de corrupção. Mesmo sem participação direta nas negociações ou no pagamento de propina, parte dos delatores foi responsabilizada criminalmente por terem silenciado diante de condutas ilegais da empreiteira. (Valor, 18/04/17). Leia mais no Valor Econômico

IGP-10 tem deflação de 0,76% em abril, aponta FGV - O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) registrou deflação de 0,76% em abril, após alta de 0,05% um mês antes, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). É a menor taxa para o indicador desde o início da série disponibilizada pela FGV, em 1998. A deflação do quarto mês de 2017 foi influenciada pela queda expressiva dos preços agropecuários no atacado e também pelo recuo dos itens industriais. Em abril de 2016, o IGP-10 subiu 0,40%. No acumulado do ano, o IGP-10 avançou 0,30% e, em 12 meses, teve elevação de 3,89%. No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,29% em abril, após declinar 0,12% em março. Os produtos agropecuários saíram de queda de 0,55% para recuo de 3,43% e os produtos industriais, de alta de 0,04% para queda de 0,51%. Soja em grão e farelo, milho, mandioca e óleo diesel foram as principais quedas do IPA. No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou para 0,42% em abril, ante 0,32% no mês anterior. Metade das oito classes de despesa do índice registraram alta, com destaque para Alimentação (0,11% para 0,92%), puxada por hortaliças e legumes (1,66% para 10,99%). Também subiram mais Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,84%), Educação, Leitura e Recreação (0,01% para 0,22%) e Despesas Diversas (0,56% para 0,64%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens artigos de higiene e cuidado pessoal (0,03% para 1,41%), passagem aérea (-14,60% para 6,52%) e cartório (1,32% para 1,44%), respectivamente.. Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve deflação de 0,02%, ante alta de 0,59% em março. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços caiu 0,04% e aquele que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação. (UOL, 18/04/17).
 
Taxa Selic deve ter novo corte de 1 ponto em maio, aponta Focus - Os participantes do mercado financeiro continuam a prever queda de 1 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 30 e 31 de maio, segundo o boletim Focus, do Banco Central (BC). Depois desse corte, haveria uma redução de 0,75 ponto, outra de 0,50 ponto, e duas de 0,25 ponto, até a Selic chegar a 8,50%, onde permaneceria até o fim de 2018, segundo as expectativas contidas no relatório. Na semana passada, a autoridade monetária cortou 1 ponto da taxa básica de juro, para 11,25% ao ano. (UOL, 17/04/17)

FMI projeta crescimento fraco para o Brasil em 2017 e 2018 - O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou nesta terça-feira que o Brasil terá uma mínima expansão econômica de 0,2% em 2017 e crescerá 1,7% no ano seguinte, enquanto o país ainda luta para superar a pior recessão de sua história. A estimativa para 2017 foi mantida sem alteração em relação a janeiro, enquanto que a 2018, que era de 1,5%, foi um pouco melhor. Em março, o governo brasileiro reduziu em 0,5% sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 1% anterior, mas subiu sua estimativa para 2018: 2,5%. "O ritmo de contração diminuiu, mas o investimento e o produto ainda não atingiram seu pior nível no final de 2016, enquanto que em alguns estados a crise fiscal continua se aprofundando", explicou o fundo em um comunicado. O Produto Interno Bruto (PIB) se contraiu 3,6% em 2016, depois de ter retrocedido 3,8% em 2015. Tratam-se dos piores resultados desde o início da série histórica em 1948, com uma perda de 7,2% em dois anos. Entre 1929 e 1933, durante a Grande Depressão, a contração foi de 5,3%. "As perspectivas macroeconômicas do Brasil estão dependendo da implementação de ambiciosas reformas estruturais de caráter econômico e fiscal", apontou o FMI. De acordo com o organismo, essas medidas servirão não só para "restabelecer e melhorar o nível de vida após a profunda recessão, como também para facilitar a consolidação fiscal". Com os preços em queda, o Banco Central do Brasil iniciou em outubro do ano passado um ciclo de cortes da taxa básica de juros, de 14,25% para 11,25%. O FMI afirma em seu relatório que a desaceleração da inflação "continua surpreendendo" e "acentua as perspectivas de aceleração da expansão monetária". Mas o país continua em uma zona de turbulência política, uma má notícia para o programa de ajustes. (AFP, 18/04/17)