Curtas da Construção

Log Commercial Properties desiste de IPO - A Log Commercial Properties, unidade de gestão de espaços comerciais da construtora e incorporadora MRV desistiu de sua planejada oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), segundo informações do website da da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A operação, que deveria incluir ofertas primária (ações novas), vem após acionistas da empresa terem aprovado um aumento de capital de 250 milhões de reais em novembro, pondo fim a planos anteriores de abrir o capital, iniciados em junho. Os acionistas da Log ainda aprovaram em fevereiro passado levar um IPO adiante, mas a operação foi definitivamente engavetada. (Reuters, 19/05/17)

Brookfield lançará mais edifícios residenciais neste ano em São Paulo - A Brookfield Incorporações vai lançar 11 projetos residenciais no Estado de São Paulo neste ano, com um investimento de aproximadamente R$ 650 milhões. A expectativa da empresa é que o valor geral de vendas seja de cerca de R$ 1,3 bilhão, um aumento de 44% em relação ao ano passado, segundo João Mendes, diretor de incorporações da empresa no Estado de São Paulo. "É inegável que o momento do mercado é ruim, mas o negócio das incorporadoras é de ciclo longo, os lançamentos são entregues em três anos, e nossa crença é que haverá retomada da economia."  Por enquanto, um deles, próximo ao Parque do Ibirapuera, foi lançado. O preço médio dos imóveis é de R$ 31 mil por metro quadrado, que, em termos nominais, é o mais alto para a empresa. A receita com as vendas desse condomínio é estimada em R$ 110 milhões. Outros três começarão a ser vendidos neste semestre, e os restantes, na segunda metade do ano, que é a melhor para o mercado de imóveis. Dados: 92 mil imóveis foram entregas pela empresa; 22 milhões de m² foram construídos ou estão em obras. (Folha de S. Paulo, 18/05/17)

Discussões sobre distratos avançam - Na nova fase de discussão em torno da definição de novas regras para os chamados distratos de compra e venda de imóveis, a proposta que está mais avançada dentro do governo prevê que, no caso de inadimplência no pagamento das parcelas, as construtoras credoras possam usar a regra de retenção prevista de 90% dos recursos pagos, limitados a 10% do valor. (Valor, 18/05/17). Leia mais no Valor Econômico

Molegolar estima VGV acumulado de R$ 3 bi até dezembro - A Molegolar - startup originada da incorporadora pernambucana Suassuna Fernandes - estima chegar ao fim deste ano com contratos de prestação de serviços para incorporadoras de projetos com Valor Geral de Vendas (VGV) acumulado total de R$ 2,8 bilhões a R$ 3 bilhões. Em 2016, a Molegolar fechou novos contratos para empreendimentos com VGV de R$ 1 bilhão, alcançando a marca acumulada de R$ 2 bilhões. (Valor, 19/05/17). Leia mais no Valor Econômico

Construtoras perdem R$ 582 milhões - Os resultados do primeiro trimestre apresentados pelas incorporadoras de capital aberto apontam que, apesar da melhora dos dados operacionais, a receita setorial caiu e o resultado líquido piorou. Com a queda acumulada de lançamentos nos últimos anos, o número de obras diminuiu bastante, resultando em menos composição da receita, que passou a ser mais dependente da venda de unidades já prontas. O indicador continua a refletir também distratos elevados, ainda que menores, em decorrência de menos entregas. (Valor, 17/05/17). Leia mais no Valor Econômico

O preço da vizinhança - O valor médio do condomínio na zona sul de São Paulo é quase o dobro do preço cobrado na zona norte da capital, segundo a Lello. A variação ocorre principalmente pela discrepância na média salarial dos funcionários em cada região. Os gastos com folha de pagamento representam entre 40% e 50% das despesas totais de um condomínio, afirma Angélica Arbex, gerente da imobiliária. "Além disso, zonas como a sul e oeste concentram prédios com poucas unidades e altos gastos com segurança." O valor médio do condomínio na capital paulista é de R$ 775. Em edifícios com menos de 30 apartamentos, o preço chega a R$ 2.119; naqueles com mais de 150 unidades, vai a R$ 399. (Folha de S. Paulo, 18/05/17)

Vendas de imóveis novos em SP crescem pelo terceiro mês seguido - O mercado imobiliário na capital paulista registrou pelo terceiro mês seguido aumento no número de vendas e expansão no lançamento de unidades, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 17, pelo Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Em março, foram comercializadas 1.233 unidades residenciais novas, um volume 54,5% maior do que o registrado em fevereiro, e 15,2% acima do resultado de março de 2016, quando foram vendidas 1.070 unidades. Além disso, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), São Paulo registrou 1.555 lançamentos de imóveis em março, número 768,7% superior ao registrado em fevereiro (179 unidades). Os resultados, entretanto, não significam que o setor tenha se recuperado da crise. No acumulado de 12 meses - de abril de 2016 a março de 2017 -, foram comercializadas 15.967 imóveis em São Paulo, o que representa uma redução de 21,2% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram vendidas 20.268 unidades. O estoque de imóveis disponíveis para venda - representados por residências na planta, em construção ou prontas - alcançou 22.546 unidades, um crescimento de 2,6% em relação a fevereiro. Para o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, o alto desemprego no País ainda é um grande inibidor do consumo, mas a redução da taxa básica de juros nos últimos meses e um cenário de inflação em queda apontam para um início de retomada da confiança do consumidor e dos empresários. O economista acredita em uma recuperação do mercado a partir do terceiro trimestre deste ano. Ele aponta para uma necessidade habitacional reprimida como um caminho para alavancar as vendas. "Esperamos bater 16 mil unidades vendidas neste ano, e pouco a pouco recuperar o ritmo de 25, 30 mil unidades que eram vendidas antes do início da crise". (O Estado de S. Paulo, 17/05/17)

Fim dos muros da Central - Que tal transformar os trens da Central do Brasil em metrô subterrâneo, derrubando os muros que protegem as linhas atuais e separam bairros? Que tal transformar o local por onde passam os trilhos em parques? Este projeto, o "Rio Cidade Sem Muros", que deve ser tocado em regime de PPP, é um dos motivos da visita de Marcelo Crivella à Rússia, que tem grande experiência no tema. Dia 22, agora, o prefeito do Rio vai conversar sobre o projeto com o prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin. (O Globo, 18/05/17)

Caixa faz feirão de imóveis no Rio na semana que vem - A Caixa Econômica Federal vai realizar a 13ª edição do Feirão Caixa da Casa Própria do Rio na semana que vem, de 26 a 28 de maio, no pavilhão 2 do Riocentro, em Jacarepaguá. O banco ainda não divulgou quantos imóveis serão oferecidos no total. Segundo as construtoras, as unidades terão valores a partir de R$ 117 mil e as regiões da cidade com maior oferta serão Norte e Oeste. A Direcional Engenharia, por exemplo, levará para o evento quatro empreendimentos residenciais, colocando à venda mais de mil unidades, com preços a partir de R$ 117 mil. Já a MRV Engenharia vai anunciar mais de mil imóveis com preços a partir de R$ 144 mil. Entre as unidades, há opções prontas, semiprontas e lançamentos, em Campo Grande, Santa Cruz e Cosmos, entre outros locais. A Cury Constutora e Incorpordora anunciará o empreendimento Completo Jacarepaguá, com apartamentos de até dois quartos, e área de lazer com espaço para piquenique, churrasqueira, quadra gramada, área fitness, playground, salão de festas e mais. Segundo a Cury, uma das novidades este ano é a modalidade chamada "compra definitiva", cujo prazo de liberação do crédito é de 15 dias. A Sawala Imobiliária vai aceitar carro como parte de pagamento e terá uma estrutura para permitir que o financiamento seja aprovado na hora. Serão imóveis entre novos, usados e em construção, com valor médio de R$ 200 mil. A Mdoito vai apresentar a nova fase do empreendimento Ekos Monjolos, em São Gonçalo, que terá apartamentos a partir de R$ 125 mil. Azul Construções vai levar 300 unidades a partir de R$ 138 mil. (Extra, 17/05/17)

Negócios - Bruno Gagliasso, o talentoso ator, está diversificando seus investimentos. Entrou de sócio em uma startup de mercado imobiliário, a CredPago. A empresa está avaliada em R$ 60 milhões. (O Globo, 19/05/17)

Desembargadora suspende empreendimento de luxo por invasão de terra - Um residencial de luxo em Trancoso, em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, foi suspenso pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O motivo: o empreendimento é levantado em área invadida. Segundo a Folha de São Paulo, a obra é do Grupo Fasano e tem custo inicial de R$ 130 milhões. Na decisão, de 8 de maio, a desembargadora Gardênia Duarte determinou o embargo das obras e multa de R$ 10 mil por dia em caso de o empreendimento continuar a vender lotes. O condomínio ocupa 300 hectares de mata nativa e 500 metros de praia. A área onde está o Reservas Trancoso, lançado no Rio de Janeiro em dezembro de 2016 em um evento para a elite carioca, pertence à agricultora Joaquina Antonia Soares, 80, e foi invadida em 2010. (Voz da Bahia, 19/05/2017)

Projeto determina divulgação de vida útil estimada de construções públicas - A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4990/16, da deputada Luzianne Lins (PT-CE), que determina a divulgação do tempo estimado de vida útil de construções públicas. A proposta exige ainda que se registre também o tempo de vida útil das atividades de manutenção que afetem as edificações. De acordo com a proposição, as informações devem ser divulgadas no portal eletrônico de órgão ou de entidade responsável pela execução da obra ou serviço de engenharia. O texto se aplica a prédios, a edificações e também a bens de uso comum mantidos em regime de concessão ou permissão, como, por exemplo, ruas, praças, rodovias. Neste último caso, prevê o projeto, que a obrigação seja do respectivo concessionário ou permissionário. A matéria também estabelece que a extensão da vida útil por meio de obras ou serviços de engenharia de reparo ou de manutenção seja registrada para informar aos usuários o motivo do reparo e a periodicidade da manutenção. Luzianne Lins explica que, ao se dar publicidade à vida útil dos empreendimentos, a população terá um instrumento de controle capaz e verificar permanentemente a seriedade e a efetividade dos administradores públicos no atendimento de seus interesses. “Pontes que desabam com poucos dias de uso, viadutos que matam antes mesmo de serem concluídos, estradas nas quais os motoristas encontram mais buracos do que asfalto se tornaram lugar comum. É difícil existir, neste país, quem não tenha um histórico de frustrações a relatar quando precisa acessar um bem público de uso comum do povo”, critica a parlamentar. A proposta, que tramita conclusivamente, será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Portal Câmara, 16/05/17)

Empresários temem novo freio na economia e fim das reformas - A implicação do presidente Michel Temer nas delações do empresário Joesley Batista, da JBS, despertou entre os empresários o temor de uma nova trava na incipiente recuperação da economia brasileira, a paralisação do processo de retomada dos investimentos e a paralisação das reformas - da Previdência e trabalhista - que tramitam no Congresso. (Valor, 19/05/17). Leia mais no Valor Econômico

Fitch mantém nota do Brasil baixa por instabilidade política - Rio de Janeiro, 19 mai (EFE).- A agência de qualificação de risco Fitch manteve a nota do Brasil em BB com perspectiva negativa, dois graus abaixo da de países considerados seguros para o investimento, pela incerteza na recuperação econômica e pelos casos seguidos de "instabilidade política". A agência explicou nesta sexta-feira em um comunicado que diferentes fatores, tanto econômicos como políticos, não permitem uma melhora em sua nota para a dívida soberana do Brasil, que se mantém no mesmo nível desde maio do ano passado, depois que foi reduzida em dois graus em dezembro de 2015. De acordo com a Fitch, a perspectiva negativa reflete a incerteza que persiste sobre a recuperação econômica do país, pela fragilidade das finanças públicas e devido à crescente dívida do governo, mas também pela atual crise política. "Os repetidos episódios de instabilidade política têm implicações negativas na economia", afirmou a Fitch. "Os recentes eventos políticos relacionados ao presidente (Michel) Temer elevaram a incerteza em relação ao processo de reformas e podem afetar a confiança e as perspectivas de recuperação econômica ", acrescentou a agência. (EFE, 19/05/17)

Inflação pelo IGP-M recua na segunda prévia de maio - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) caiu 0,89% na segunda prévia de maio, após recuo de 0,99% no mesmo período em abril, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (18). Houve uma deflação menor nos preços agropecuários e maior nos industriais, no atacado. A inflação ao consumidor continuou a desacelerar.  (Valor, 19/05/17). Leia mais no Valor Econômico