Curtas da Construção

Restrição fiscal afeta Minha Casa e faz sumir recursos para baixa renda - A forte restrição fiscal vem promovendo uma mudança gradual no foco do Programa Minha Casa, Minha Vida nos últimos anos. As contratações para o público de menor renda (até R$ 1,8 mil), que dependem fundamentalmente de recursos orçamentários, estão cada vez mais escassas e sendo substituídas por modalidades onde há algum tipo de financiamento. Segundo último balanço do programa disponível, repassado ao Valor pelo Ministério das Cidades, apenas 1.850 unidades de 110.129 foram contratadas no acumulado de janeiro a abril deste ano por famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil. O resultado representa uma redução de 51% na comparação com 2016, período em que em que as contratações já estavam aquém das expectativas devido à redução das receitas provocada pela recessão econômica. (Valor, 10/07/17). Leia mais no Valor Econômico

Demanda fraca por imóvel tira fôlego de PPP no Porto do Rio - O desaquecimento do mercado imobiliário carioca está asfixiando financeiramente a segunda maior parceria público-privada (PPP) do país. Com um valor estimado em contrato de R$ 8,3 bilhões, a reurbanização e a prestação de serviços públicos numa área de 5 milhões de metros quadrados na Região Portuária do Rio de Janeiro está prevista numa PPP firmada em 2010 entre a Prefeitura e a Concessionária Porto Novo. (Valor, 10/07/17). Leia mais no Valor Econômico

Vendas líquidas contratadas da Direcional sobem 297% no 2º trimestre - As vendas líquidas da Direcional Engenharia no segundo trimestre de 2017 atingiram um valor geral de vendas (VGV) de R$ 262 milhões, o que corresponde a um aumento de 297% na comparação com o mesmo período de 2016. Em comunicado, a empresa ressalta que as vendas líquidas do segmento Minha Casa, Minha Vida (MCMV) 2 e 3 chegaram a R$ 140 milhões entre abril e junho deste ano, um avanço de 378% na comparação anual — este foi o melhor trimestre para a companhia em termos de vendas líquidas nesses segmentos. Já a velocidade de vendas no segundo trimestre deste ano, medida pelo indicador vendas sobre oferta (VSO), chegou a 10%, sendo que, no segmento MCMV 2 e 3, o índice atingiu 18%. No acumulado do primeiro semestre, as vendas líquidas contratadas tiveram VGV de R$ 396 milhões, um avanço de 115% ante os primeiros seis meses do ano passado. (UOL, 10/07/17)

Setor quer regras para distratos no dia 11 - Representantes do setor de construção, do governo e de órgãos de defesa do consumidor poderão definir, no próximo dia 11, em reunião na Casa Civil, em Brasília, texto final da regulamentação dos distratos. A ausência de regulamentação das rescisões continua a pesar na tomada de decisões das companhias em relação a lançamentos. (Valor, 07/07/17). Leia mais no Valor Econômico

Mesmo com consenso, distrato de imóveis deverá ir para STJ - Incorporadoras e governo esperam alcançar um acordo sobre a regra da devolução de imóveis até a próxima semana, mas discussões sobre o tema deverão prosseguir no Superior Tribunal de Justiça. Os ministérios da Justiça, Planejamento e Fazenda têm um consenso sobre o que consideram ser o equilíbrio entre as demandas de empresas e consumidores, diz um representante do Planejamento. O setor imobiliário ainda trabalha para alterar alguns pontos até a reunião da próxima terça (11), mas já contratou um escritório de advocacia para atuar em disputas que cheguem ao tribunal, segundo um executivo do segmento. O objetivo é que alguma delas sirva de base para influenciar negociações nos contratos anteriores às novas regras para distratos. "Lei com efeito retroativo é ilegal. O que queremos é uma decisão coerente que seja usada no conjunto, como referência para quem quiser questionar", diz José Carlos Martins, presidente da CBIC (câmara da construção). A validade das novas regras para negociações passadas é uma das principais divergências, diz Arthur Rollo, à frente da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), ligada à pasta da Justiça. As empresas aceitaram reduzir, em caso de desistência, o montante a ser recebido daquilo que já foi pago, de 90% para 50%. Haverá um limite de 10% do valor do imóvel. Há, porém, desacordos, como quais serão os valores de devolução no caso do programa Minha Casa Minha Vida. (Folha de S. Paulo, 08/07/17)

Odebrecht faz baixas de R$ 5,9 bi na construtora - A Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) apresentou ontem aos seus investidores o balanço de 2016, com ajustes negativos totais de R$ 5,9 bilhões. O objetivo da companhia, com isso, foi "corrigir" todo o passado e virar a página também nos resultados. Os números são encarados como uma espécie de "marco zero" para a história do negócio. (Valor, 07/07/17). Leia mais no Valor Econômico

Consultoria internacional vai desenhar nova estratégia - Buscando superar a crise de reputação, decorrente da Lava-Jato, mais a retração do mercado de obras pesadas e industriais, a divisão de engenharia e construção do grupo Odebrecht traça plano de longo prazo para se reposicionar no mercado brasileiro e global. A Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) está prestes a contratar uma consultoria internacional para traçar um plano estratégico para os próximos anos. (Valor, 07/07/17). Leia mais no Valor Econômico

PDG terá semana decisiva em negociação com bancos - A semana será decisiva para a recuperação judicial da PDG Realty, que tem R$ 5,75 bilhões em compromissos pendentes de reestruturação. A partir de hoje, a empresa e os principais bancos credores entram em uma intensa negociação sobre o rumo desses débitos. (Valor, 10/07/17). Leia mais no Valor Econômico

Presidente da Rossi Residencial eleva participação na empresa para 10% - A construtora e incorporadora Rossi Residencial informou nesta sexta-feira que o presidente-executivo da companhia, João Paulo Rossi Cuppoloni, elevou participação da empresa para cerca de 10 por cento das ações ordinárias. A movimentação ocorreu com a transferência dos papéis antes detidos pelo pai de João Paulo e fundador da Rossi, João Rossi Cuppoloni, informou a companhia em comunicado ao mercado. Antes da transferência, João Rossi tinha 22,39 por cento de participação na construtora e incorporadora. João Paulo foi eleito para a presidência-executiva da Rossi em janeiro, e João Rossi assumiu a presidência do conselho de administração da companhia, tendo como vice Rafael Rossi Cuppoloni. (Reuters, 08/07/17)

País precisa de R$ 11,6 bi até 2031 para reciclagem - Sete anos depois de instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos, do Ministério do Meio Ambiente, ainda há brechas na regulamentação que dependem de ajustes e acordos setoriais para a aplicação de um programa completo de reciclagem, envolvendo toda a cadeia de produção e distribuição de bens de consumo. Isso não impede a aplicação da lei vigente e o estabelecimento de metas aos fabricantes para destinação correta dos resíduos. (Valor, 10/07/17). Leia mais no Valor Econômico

Elevador que anda para o lado! - A Thyssenkrupp Elevadores anunciou a operação inaugural do Multi, primeiro elevador do mundo capaz de se mover também para os lados - e sem a utilização de cabos. O evento ocorreu na torre de testes, situada em Rottweil, na Alemanha, construída especialmente para o equipamento. A apresentação mundial, feita no último dia 22, marcou também o anúncio do primeiro contrato do Multi, que será instalado em um novo edifício em Berlim. (O Globo, 09/07/17)

Queda no preço - O Índice FipeZap, que acompanha o preço de venda de imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras , apresentou recuo de 0,15% entre maio e junho de 2017. É o quarto mês consecutivo com redução nominal de preços no ano, resultando em uma queda nominal de 0,23% em 2017. Treze das 20 cidades pesquisadas apresentaram recuo nominal no preço de venda entre maio e junho, com destaque para São Caetano do Sul (-0,76%), Distrito Federal (-0,60%) e Rio de Janeiro (-0,49%). Em junho, o valor médio de venda dos imóveis residenciais nas 20 cidades monitoradas foi de R$ 7.668/m². Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o (m²) mais caro do país (R$ 10.082), seguida por São Paulo (R$ 8.680). (O Globo, 09/07/17)

Imóveis de luxo - Apartamentos e mansões de luxo movimentam o mercado imobiliário no Rio. Unidade com 400 metros quadrados, quatro quartos, três suítes, três vagas na garagem e o mar da Barra da Tijuca a seus pés custam R$ 22 milhões. Já o condomínio mensal é de R$ 7 mil. E o mesmo imóvel pode ser alugado também por R$ 24 mil por mês. Com características suntuosas, há centenas de imóveis desse naipe em oferta no Rio. Mesmo com preços estratosféricos, apartamentos e casas luxuosas, algumas até com pomar e dez banheiros, despertam interesse de investidores a cada dia. Alheios à crise, empresários e executivos de grandes corporações movimentam a compra e venda de mansões, cujas proporções causam curiosidade e espanto. Mas se o interessado procurar, encontra imóveis mais em conta, como uma mansão na Barra da Tijuca, no Condomínio Park Palace, em estilo neoclássico, por 'apenas' R$ 15 milhões. Além de atrium (jardim em estilo romano), há garagem para seis carros no subsolo, sala de ginástica, dez banheiros, piscina, sala de bilhar, churrasqueira e pomar. "Ao contrário do mercado 'comum', que em 2016 teve 40 mil unidades devolvidas, os negócios de imóveis luxuosos se mantiveram estáveis, por ser um ramo bastante diferenciado", esclarece Michael Magno, da Magno Empreendimentos, especialista em imóveis de luxo no eixo Rio-São Paulo. (O Dia, 09/07/17)

O novo Código de Obras da cidade de São Paulo já está em vigor - A partir da publicação do decreto regulamentador do Código de Obras e Edificações no dia 08 de Julho de 2017, no Diário Oficial da Cidade. Cique aqui e conheça na íntegra. (AsBea, 10/07/17)

Espaços de escritório de Londres são dominados pelo co-working - Os provedores de escritórios de co-working e flexíveis superaram pela primeira vez os bancos e as empresas de tecnologia como maior fonte de demanda por escritórios na região central de Londres. Empresas favoritas dos hipsters, como a WeWork Cos. e a The Office Group, esta adquirida no mês passado pela Blackstone Group, alugaram um recorde de 82.000 metros quadrados em espaço de trabalho no período de seis meses até junho, segundo dados compilados pela Cushman & Wakefield. O total equivale a 18,3 por cento de todo o espaço alugado no período e supera o volume que as empresas concordaram em ocupar no ano passado. A procura crescente por flexibilidade resultou no rápido aumento da demanda por aluguéis de curto prazo, porque os ocupantes optam pela postura de "esperar para ver" antes de assumir um compromisso de longo prazo pelo espaço. O fenômeno incentiva empresas como The Carlyle Group e Blackstone a contratar proprietários que oferecem aluguéis de curto prazo para oferecer serviços a startup e clientes que precisam de espaço adicional para projetos específicos. O volume de espaço alugado na região central de Londres subiu 10 por cento em relação ao ano anterior, para 446.000 metros quadrados no primeiro semestre, segundo a Cushman & Wakefield. A procura dos provedores de escritórios flexíveis ajudou a manter a taxa de vacância baixa, em 5,8 por cento no fim de março, segundo a Deloitte, mesmo com as empresas tentando subalugar os espaços posteriormente. (Bloomberg, 07/07/17)

As LCIs e LCAs com as maiores rentabilidades para investir online - O buscador de investimentos Yubb realizou um levantamento das plataformas online que oferecem as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) com as maiores rentabilidades médias mensais.O banco BTG Pactual Digital ficou em primeiro lugar no ranking, com taxa de retorno média de 94,57% do CDI ao mês. A pesquisa considerou a rentabilidade média oferecida por cada plataforma nos últimos seis meses.As LCIs e LCAs são investimentos de renda fixa, ou seja, o investidor consegue prever sua forma de remuneração no momento em que aplica o dinheiro. São aplicações financeiras de baixo risco, ideais para investidores mais conservadores. Isentas de Imposto de Renda, as LCIs e LCAs se tornam mais atrativas do que outros investimentos de renda fixa. Os bancos emitem esses títulos para captar dinheiro de investidores em uma ponta e fornecer crédito ao setor imobiliário e ao agronegócio em outra. Em troca, oferecem uma taxa de retorno indexada à taxa DI, também chamada de CDI. (Exame, 10/07/17)

Mercado espera inflação e juros menores em 2017 e 2018 - Caíram as expectativas para a inflação e os juros neste e no próximo ano, segundo o boletim Focus, do Banco Central. O movimento ocorre após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que caiu 0,23%, mais que o recuo de 0,17% esperado por economistas. Na edição de hoje do Focus, a mediana das estimativas dos analistas de mercado para o IPCA caiu de 3,46% para 3,38% em 2017, e de 4,25% para 4,24% em 2018. Em 12 meses, a taxa esperada é de 4,47%, um pouco maior que a de 4,46% estimada uma semana antes. A expectativa para a Selic ao fim de 2017 quebrou uma sequência de 12 semanas em 8,50% ao cair para 8,25%. Para o fim de 2018, a aposta saiu de 8,25% para 8%. Economistas entrevistados na sexta-feira, quando o IPCA de junho foi divulgado, disseram que a deflação no mês reforça a possibilidade de o Banco Central manter o ritmo do corte dos juros em 1 ponto percentual na reunião deste mês. Os analistas Top 5 de médio prazo também reduziram a projeção para o IPCA em 2017, de 3,48% para 3,26%, mas elevaram a estimativa para 2018, de 3,98% para 4,31%. A exemplo do mercado em geral eles cortaram as projeções para a Selic neste ano, de 8,13% para 8%, e no próximo, de 8% para 7,88%. O Focus também mostra que houve uma ligeira elevação na estimativa para o IPCA deste mês, de 0,18% para 0,19%. Esse movimento pode ter relação com a mudança na bandeira tarifária da energia elétrica, que passou a amarela em julho, conforme divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na sexta-feira. Com isso, as contas de luz terão um acréscimo de R$ 2 a cada 100 Kwh consumidos. Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB), depois de ficar estável por uma semana, a mediana das estimativas deste ano voltou a cair, de expansão de 0,39% para 0,34%. Para 2018 foi mantida a projeção de crescimento de 2%. A expectativa para a produção industrial subiu de alta de 0,66% para 0,84% neste ano e continua em 2,3% em 2018. Os participantes do mercado financeiro mantiveram a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) corte a Selic em 0,75 ponto percentual, para 9,50% ao ano na reunião deste mês, que ocorrerá nos dias 25 e 26. (UOL, 10/07/17)