Shopping centers melhoram suas projeções para o 2º semestre

Os shopping centers deverão elevar suas projeções de crescimento para 2017, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce (do setor).

As vendas aumentaram cerca de 5% no primeiro semestre, o mesmo que estava previsto para o ano todo. Em agosto, o número deverá ser revisado para 7%, diz ele.

Apesar da melhora, apenas R$ 8 bilhões dos R$ 15 bilhões de investimentos previstos para 2017 deverão ser concretizados –12 das 30 inaugurações provavelmente não sairão do papel.

O Iguatemi, que prevê uma alta de até 7% na receita deste ano, projeta uma aceleração nos próximos seis meses.

"Começamos o ano muito cautelosos, mas com uma boa expectativa, confirmada pelo primeiro semestre", diz Cristina Betts, vice-presidente financeira do grupo.

Uma leve melhora no mercado imobiliário também terá efeito positivo nos resultados, porque muitas operações estão próximas a torres comerciais novas, afirma.

Os empreendimentos mais recentes foram mais impactados pela crise econômica. Eles poderão levar até oito anos para se consolidar, três a mais que o padrão, diz o presidente da Abrasce.

"Os lojistas preferem ir para shoppings maduros, mas nenhuma operação consegue se firmar sem novas empresas", afirma Humai.

As vendas nos 22 shoppings do grupo Ancar Ivanhoe subiram 4% no primeiro semestre, segundo o copresidente Marcelo Carvalho.

Embora a consolidação esteja mais lenta, lojas que se instalaram na crise sofrem menos com oscilações. "Houve uma depuração no setor."

Dá-se um jeito. A Lumine, que administra 15 shoppings, tem sido mais flexível ao negociar com novos lojistas, sobretudo os que não têm concorrência, como academias e clínicas.

Entre as vantagens oferecidas estão períodos maiores de isenção ou redução do aluguel, diz o sócio Claudio Sallum.

"Avaliamos caso a caso, mas estamos mais agressivos nesse tipo [de negociação] com empresas que, se beneficiadas, não desequilibram a concorrência no shopping."

Fonte: Folha de S. Paulo, Mercado Aberto, 14/07/2017