Curtas da Construção

Governo assina acordo para distratos - O acordo para regulamentar os distratos de vendas de imóveis foi fechado ontem, e o texto final já foi assinado pelo Ministério do Planejamento, segundo fonte do setor. A regulamentação ocorrerá por meio de medida provisória (MP) e já foi encaminhada ao Ministério da Fazenda, de acordo com a fonte. O setor fez mais concessões em relação às demandas dos órgãos de defesa do consumidor para definir a regulamentação dos distratos do que pretendia, mas está satisfeito que o texto tenha sido fechado. A expectativa é que as regras sejam publicadas em breve. (Valor, 09/08/17). Leia mais no Valor Econômico

Distrato e setor imobiliário - Para discutir o assunto distrato precisamos distinguir o "distrato necessidade" do "distrato especulação". Se por vezes o contrato torna-se oneroso para o consumidor que adquiriu o imóvel para moradia, tem sido comum o investidor que compra vários imóveis e requer o distrato, visto que o negócio deixou de ser interessante para ele. Um dado muito relevante é que apenas 30% dos distratos são motivados pela incapacidade de pagamento, conforme pesquisa da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário, do Rio de Janeiro (Ademi). Todos os demais são rescisões imotivadas. Isso impacta diretamente nos financiamentos imobiliários, na conclusão da obra e prejudica aquele consumidor que vem adimplindo com suas obrigações. (Valor, 09/08/17). Leia mais no Valor Econômico

Prejuízo da BR Properties recua 67% - O ciclo de estabilização do segmento de escritórios comerciais já começou em São Paulo, na avaliação do diretor financeiro e de relações com investidores da BR Properties, André Bergstein. A interrupção do movimento de baixa do ciclo iniciado em 2014 já começa a ser observada na taxa de vacância, segundo o executivo, e será refletida, mais para frente, na recuperação dos preços de locação dos imóveis. (Valor, 09/08/17). Leia mais no Valor Econômico

Resultado da MRV - A MRV Engenharia abre, hoje, a temporada de balanços do segundo trimestre das incorporadoras de capital aberto. Focada na produção de imóveis de baixa renda enquadrados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, a companhia deve apresentar o melhor resultado entre as incorporadoras, segundo analistas. A média das projeções do BTG Pactual, Bradesco, Itaú Unibanco, JP Morgan e Morgan Stanley aponta para lucro líquido de R$ 130,67 milhões, com queda de 5% ante o do mesmo período de 2016. (Valor, 09/08/17). Leia mais no Valor Econômico

Números da MRV devem ir na contramão do setor - A MRV dá início, nesta quarta-feira, à divulgação de resultados do setor imobiliário bolsa. Mas os números da companhia não servem como parâmetro do setor. Enquanto o cenário para as grandes construtoras listadas na bolsa ainda é de penúria, a MRV deve apresentar mais um balanço com alta nos resultados. De acordo com os dados já divulgados, as vendas da MRV cresceram 7,1% neste segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2016, para 1,45 bilhão de reais. Para analistas, a MRV deve apresentar uma alta de 10% no seu lucro, totalizando 151 milhões de reais. O resultado é reflexo do setor em que ela atua: o de habitação popular, que ainda tem crédito farto com o programa do governo federal Minha Casa Minha Vida. Os bons números fizeram da empresa a vencedora na categoria construção da premiação de 2017 de Melhores e Maiores de EXAME, em cerimônia realizada na segunda-feira 09. Além da MRV, as construtoras Tenda e Direcional também tem obtido um avanço nos números por conta do Minha Casa Minha Vida. Juntas, Tenda, MRV e Direcional tiveram uma alta de 22% nas vendas no primeiro semestre do ano, de acordo com as prévias já divulgadas, totalizando 3,33 bilhões de reais. Já no segmento de médio e alto padrão, a crise continua. O setor, que ainda enfrenta escassez de crédito, deve ser um dos últimos da bolsa a apresentar melhoras. A regulamentação dos distratos, tão esperada pelo setor, também ainda não aconteceu, e os números de devoluções de imóveis continuam pesando no balanço das companhias – foram 7,5 bilhões de reais em 2016. No primeiro semestre do ano, os lançamentos das principais construtoras continuou a cair. Cyrela, Even, Eztec, Gafisa e Rodobens lançaram 1,44 bilhão de reais, queda de 13% na comparação com o mesmo período de 2016. Além da MRV, CR2, Direcional, Helbor, Gafisa, Eztec, Cyrela e Tecnisa divulgam seus resultados ao longo desta semana. A visão de analistas é que, com juros mais baixos (ocasionados pela queda da Selic) e um avanço da economia, o setor deve, enfim, começar sua recuperação. Mas só em 2018. Até lá, enquanto o aperto continua, a MRV comemora. (Exame.com, 09/08/17)

Sócios definem por novo aporte de capital na Log - A Log Commercial Properties - subsidiária de propriedades comerciais da MRV Engenharia - terá novo aumento de capital, desta vez de R$ 308 milhões, que se somam aos R$ 250 milhões do quarto trimestre de 2016. Os recursos da nova capitalização serão destinados à construção de galpões - principalmente novas fases de projetos -, e ao pagamento de dívidas. Incluindo projetos e imóveis prontos, a Log está presente em 25 cidades do país, exceto na região Norte. (Valor, 09/08/17). Leia mais no Valor Econômico

Log Commercial Properties: Lucro cai 11% no 2º tri, a R$ 7,738 milhões - A Log Commercial Properties — subsidiária de propriedades comerciais da MRV Engenharia — contabilizou lucro líquido de R$ 7,738 milhões no segundo trimestre, com queda de 11% na comparação anual. A piora deveu-se ao efeito extraordinário de R$ 1,5 milhão de despesas com o plano de lançamento inicial de ações (IPO) da companhia, que acabou não sendo sendo concretizado. A receita líquida aumentou 3,3% no trimestre, para R$ 25 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 8,7%, para R$ 18,79 milhões. A margem Ebitda passou de 84,9% para 75%. No fim de junho, a Log tinha 663.901 metros quadrados de galpões entregues e alavancagem de 50%. O foco da Log são galpões modulares destinados a clientes com perfil “triple A”, desenvolvidos em cidades com área de abrangência de pelo menos 300 mil habitantes. A Log encerrou o semestre com taxa de vacância de 11,5%. (UOL, 08/08/17)

Lucro líquido da Gerdau cai 3,4% no 2º trimestre, para R$ 76,5 milhões -  A siderúrgica Gerdau encerrou o segundo trimestre com lucro líquido consolidado de R$ 76,5 milhões, queda de 3,4% na comparação anual. Considerando-se os ajustes pelos resultados em operações com empresas controladas, o lucro líquido ajustado totalizou R$ 149 milhões, recuo de 19% frente aos R$ 184,3 milhões apurados um ano antes, e o lucro atribuído aos controladores, por sua vez, subiu 2,7%, a R$ 75 milhões. A piora no lucro consolidado reflete o menor desempenho operacional, as maiores despesas de Imposto de Renda (IR) e o maior resultado financeiro negativo. (Valor, 09/08/17). Leia mais no Valor Econômico

Pró-cotista será retomada em janeiro - A Caixa Econômica vai retomar a linha de financiamento imobiliário pró-cotista FGTS a partir de janeiro de 2018, segundo o presidente do banco Gilberto Occhi. Ela foi suspensa em junho por falta de recursos. O crédito utiliza recursos do FGTS e cobra juros mais baixos. (Extra, 09/08/17)

Caixa libera R$ 1,5 bi para lotes urbanos - A Caixa Econômica Federal anunciou, ontem, a criação de uma linha de crédito voltada para financiar obras em loteamentos urbanos no valor de R$ 1,5 bilhão. A nova modalidade de financiamento é destinada para empresas loteadoras ou urbanizadoras com faturamento anual acima de R$ 15 milhões. O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, disse que a intenção da linha é incentivar a construção dos empreendimentos em áreas próximas ao centro urbano. “Queremos ter uma política de desenvolver um local onde haja não só a infraestrutura urbana mas também comércio, saúde, segurança, escolas. Vamos exigir saneamento, água, pavimentação, energia elétrica, toda a infraestrutura para que uma pessoa possa adquirir o seu terreno e, se quiser, fazer a construção da sua moradia”, afirmou ele. Segundo a Caixa, a linha, chamada Produlote, é voltada para financiar obras de infraestrutura dentro de condomínios. Após os lotes estarem prontos e regularizados, pessoas físicas poderão também financiar a compra de terrenos e a construção de moradia própria nestes loteamentos, disse o banco. Ainda segundo o banco, a linha vai financiar até 70% do custo da obra do loteamento, limitado a 50% do valor total da venda. (Extra, 09/08/17)

Pior momento já passou para escritórios em São Paulo - O segmento de escritórios comerciais de alto padrão apresenta sinais de que o pior momento do ciclo já passou na cidade de São Paulo - maior mercado imobiliário do país. É o que avaliam consultorias que acompanham preços, vacância e absorção de áreas de edifícios corporativos. A melhora das perspectivas tem resultado em mais operações de compra e venda de ativos nos últimos meses. (Valor, 08/08/17). Leia mais no Valor Econômico

Mercado de galpões reduz vacância - O mercado paulista de galpões de alto padrão (classes A e A+) voltou, no segundo trimestre, a ter absorção líquida positiva, depois de a quantidade de metros quadrados devolvidos ter superado a de novas locações no primeiro trimestre, de acordo com pesquisa da consultoria Sistema de Informação Imobiliária Latino-Americana (Siila) Brasil. (Valor, 08/08/17). Leia mais no Valor Econômico

Prefeitura de SP corrige texto da regulamentação do código de obras - A Prefeitura de São Paulo corrigiu trechos do Decreto 57.776, que regulamenta o Código de Obras e Edificações (COE) do município. As alterações constam de um novo decreto (57.815), publicado no fim do mês passado. Entre as retificações, estão as referências a artigos que tratam da documentação necessária para a emissão do Certificado de Conclusão (Habite-se) e aos que discorrem sobre procedimentos adotados em caso de embargo de obras. Também foram corrigidas as referências que tratam das regras para áreas não computáveis em prédios residenciais. Além disso, o Anexo I teve alterações sobre o dimensionamento mínimo de ambientes em construções habitacionais e sobre o número mínimo de instalações sanitárias em escritórios, agências, comércios, indústrias, consultórios e clínicas. Também houve alterações na tabela de multas do anexo III. Para conhecer todas as correções, acesse o Decreto 57.815 na íntegra. (AEC, 07/08/17)

Índice de construção do IBGE tem alta de 0,58% em julho - O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,58% em julho, depois de aumentar 0,38% um mês antes, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior taxa do ano. O indicador tem alta de 4,25% no acumulado de 12 meses, acima dos 3,86% registrados até junho. O custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 1.052,75 em julho, dos quais R$ 537,78 foram relativos aos materiais e R$ 514,97 referentes à mão de obra. Em junho, o custo totalizava R$ 1.046,68. Regionalmente, os custos por metro quadrado foram de R$ 1.053,04 no Norte; R$ 973,50 no Nordeste; R$ 1.103,17 no Sudeste; R$ 1.097,55 no Sul e R$ 1.053,77 no Centro-Oeste. (UOL, 09/08/17)

CUB paulista teve ligeira alta de 0,03% em julho - O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do estado de São Paulo registrou ligeira alta de 0,03% em julho na comparação com o mês anterior. Esta é a terceira alta seguida no indicador. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), o CUB representativo da construção paulista (R8-N) ficou em R$ 1.317,48 por metro quadrado no período. Em 12 meses a alta é de 1,96%. Dentro da composição do indicador, os custos médios com mão de obra representaram 61,77%, materiais, 35,01% e despesas administrativas 3,22%. (SindusCon-SP, 07/09/17)

Agenda na direção correta - A queda da taxa de juros básicos a menos de um dígito, com a sinalização de que esta tendência se manterá, é uma boa sinalização para a retomada futura dos investimentos de longo prazo, como os negócios imobiliários e as obras de ampliação da infraestrutura. Tais investimentos serão indispensáveis para a retomada do crescimento da economia e a recuperação do pleno emprego nos próximos anos. Entretanto, o nível de emprego na indústria da construção em junho caiu pelo 33º mês consecutivo. Por melhores que sejam as intenções da equipe econômica, a crise política continua tirando o apetite dos investidores privados. E os investimentos do setor público seguem em declínio, com a baixa arrecadação. O grande desafio é descolar o desempenho da economia da crise política. Isto requer novas quedas de juros, maior racionalização dos gastos públicos, aprovação das reformas e agilização das concessões e parcerias público-privadas. Os sucessivos sobressaltos na esfera política dificultam a agilidade e a eficiência destas ações. A manutenção de uma base majoritária de apoio ao governo no Congresso vem tendo custos incompatíveis com o reequilíbrio das contas públicas. Neste cenário, é preciso evitar novos aumentos de impostos, que só irão elevar a inflação e retardar a queda dos juros. Uma maior arrecadação precisa vir do crescimento da economia. O aumento da carga tributária vai na contramão deste crescimento, por inibir o consumo e a capacidade de investimento das empresas. (Folha de S.Paulo, Janela Sinduscon-SP, 06/08/17)