Curtas da Construção

Gestora VBI cria plataforma para atuação em galpões - A gestora de recursos focada no mercado imobiliário VBI Real Estate acaba de lançar a VBILog - plataforma de negócios de galpões -, com expectativa que o segmento se torne seu principal negócio em dois anos. A intenção é atuar em construção sob medida ("build to suit") de galpões com contratos de locação de longo prazo. Também estão no radar operações de "sale and lease back", modalidade em que a empresa ocupante vende o imóvel para obter recursos e continua instalada no local, pagando aluguel. (Valor, 21/11/17). Leia mais no Valor Econômico

Accor assume hoje 21 hotéis - A francesa AccorHotels, maior empresa do mercado de hotéis no Brasil, assume hoje a operação de 21 hotéis, com 3,4 mil quartos, que estava sob administração da concorrente Brazil Hospitality Group (BHG), como parte do acordo anunciado em 2 de março. Com isso, o grupo europeu passa a administrar 273 unidades no mercado brasileiro. O plano da Accor é atingir a marca de 400 hotéis até 2021. (Valor, 21/11/17). Leia mais no Valor Econômico

Votorantim e Arcelor aguardam crivo do Cade - Principal movimento de consolidação de ativos da indústria do aço no país há mais de uma década, a aquisição da Votorantim Siderurgia no Brasil pelo gigante ArcelorMittal mostra o impacto da crise do setor desde o início de 2014. Anunciado em fevereiro, o negócio encontra-se ainda em fase de avaliação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). (Valor, 21/11/17). Leia mais no Valor Econômico

Preço de imóveis sobe mais em áreas mais ricas - Os preços médios de venda de imóveis nas 20 principais cidades do Brasil ficaram estáveis entre setembro e outubro, segundo o Índice FipeZap, da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica da USP e do portal ZAP. O indicador baseia-se em valores pesquisados na internet do metro quadrado de apartamentos prontos. Embora se trate de preços pedidos pelos vendedores - raramente observados nas operações concluídas -, os valores sugerem que alguns dos grandes mercados de imóveis do País já iniciam a recuperação, depois de um período de grandes dificuldades. E a retomada é mais forte em áreas mais desenvolvidas. Entre outubro de 2016 e outubro de 2017, o índice FipeZap caiu, em média, 0,37%, mas subiu em 7 das 20 cidades pesquisadas, destacando-se Belo Horizonte, Florianópolis, São Paulo e Curitiba. Já na comparação entre setembro e outubro de 2017, o índice não variou, mas os preços pedidos subiram em 11 cidades pesquisadas. Os destaques de alta foram São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre. A tendência dos preços parece ser positiva: comparando os índices anual e mensal, cresceu o número de cidades com registro de alta. O índice FipeZap está sendo muito influenciado pelo Rio de Janeiro, onde os preços médios pedidos por metro quadrado são os mais altos do País. O índice relativo à antiga capital mostrou os maiores tombos: 0,47% no mês e 4,07% em 12 meses. Também nos primeiros dez meses do ano a maior queda ocorreu no Rio, de 3,9%, seguindo-se Fortaleza, Niterói e Distrito Federal. Parece evidente que a falta de segurança e a situação econômica difícil da capital fluminense, onde é elevado o número de servidores inativos, influenciam negativamente o mercado imobiliário. No Distrito Federal, onde é excessivo o peso do funcionalismo e a dependência do orçamento público, o mercado imobiliário também demora a reagir. A retomada econômica deverá contribuir para a recuperação do segmento imobiliário, já visível em indicadores do Secovi-SP e da associação dos incorporadores (Abrainc). Será melhor se essa recuperação ocorrer por causa do aumento da demanda, e não da escassez da oferta. Em São Paulo, por exemplo, regras restritivas de zoneamento têm dificultado o lançamento de novos empreendimentos. (O Estado de S. Paulo, 18/11/17)

Lançamento e venda reagem no 3º tri, mas resultado patina - As incorporadoras de capital aberto elevaram de forma acentuada os lançamentos e vendas de imóveis no terceiro trimestre, ante um ano atrás. O que se traduziu em aumento da receita líquida das empresas. Todavia, esse início d e reversão do desempenho operacional ainda não gerou impacto positivo, integralmente, na última linha dos balanços das companhias. O setor continua a operar no vermelho, ainda que o prejuízo líquido consolidado tenha registrado uma queda de 79%, para R$ 432,1 milhões. (Valor, 17/11/17). Leia mais no Valor Econômico

Fusão de Zap e VivaReal cria nova holding - As duas maiores empresas de classificados imobiliários digitais do Brasil decidiram fazer a fusão de suas operações. Zap, integralmente do Grupo Globo, e VivaReal, detida por seis fundos de investimentos principais, criaram uma holding para controlar a nova empresa combinada. (Valor, 17/11/17). Leia mais no Valor Econômico

WTorre e BTG Pactual vendem WT Morumbi - O BTG Pactual e a WTorre venderam o edifício WT Morumbi, prédio na capital paulista na marginal Pinheiros, próximo ao shopping Morumbi, que ainda possui alta vacância. O comprador teria sido um family office - estrutura que reúne recursos de famílias endinheiradas. O BTG, que veio nos últimos dois anos vendendo ativos em busca de liquidez, disse recentemente que a estratégia seguiria pelos próximos trimestres. A instituição financeira comprou, em 2010, a participação de 40% do terreno da WTorre, onde se planejava construir o edifício. Essa aquisição não envolveu, na época, dinheiro. Para participar do projeto com a WTorre, o banco adquiriu Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos emitidos pela Prefeitura de São Paulo que permitem a uma construção extrapolar os limites de zoneamento para uma região. Procurados, BTG e WTorre não comentaram o assunto. (O Estado de S. Paulo, 17/11/17)
 
Made in Brazil - O arquiteto e urbanista Jaime Lerner vai apresentar seu projeto de revitalização da orla do Rio Guaíba, de Porto Alegre, em Cannes, na França. Lerner aceitou o convite do presidente do sistema Confeci-Creci, João Teodoro da Silva, para representar o Brasil no Mipim Awards 2018, evento internacional de imóveis. (Folha de S. Paulo, 21/11/17)

Renegociação - A Caixa lançou uma campanha para que pessoas que têm pagamentos atrasados com o banco possam renegociar suas dívidas. Segundo a Caixa, será possível renegociar dívidas pendentes há mais de 360 dias. As pessoas ou empresas inadimplentes poderão quitar a pendência de forma parcelada ou à vista. Para quem optar pela segunda forma de pagamento, o banco oferece "descontos significativos". Para renegociar dívidas com a Caixa, os clientes podem se dirigir a qualquer uma das agências do banco. Há ainda a opção de ser atendido pelo telefone 0800726-8068 ou pela internet: a Caixa criou ainda uma página, na qual o cliente também pode procurar atendimento após digitar o número do CPF. (O Globo, 19/11/17)

Aluguel residencial cai 0,28% em outubro ante setembro, aponta Fipezap - Os aluguéis residenciais caíram 0,28% em outubro na comparação com setembro, considerando os valores médios de anúncios em 15 cidades. Esse foi o quinto recuo consecutivo nos preços de locação. No acumulado do ano, os aluguéis tiveram baixa de 0,64%, enquanto nos últimos 12 meses, houve uma retração de 0,77%, mostrando uma desvalorização do mercado imobiliário em 2017. Os dados fazem parte da pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base nos anúncios do site Zap Imóveis. O levantamento incorpora em seu cálculo apenas os novos contratos, sem considerar a correção dos aluguéis nos contratos vigentes. Em outubro, 10 das 15 regiões cobertas pela pesquisa mostraram queda no preço médio de locação na comparação mensal. Entre as principais retrações estão Rio de Janeiro (-1,06%), Niterói (-1,12%), Florianópolis (-0,45%), Distrito Federal (-0,41%) e São Paulo (-0,21%). Na contramão, cinco cidades tiveram elevação nos preços de locação, como é o caso de Goiânia (1,22%), Curitiba (0,97%) e Recife (0,43%). Com o resultado de outubro, o valor médio de locação no País atingiu o patamar de R$ 28,26 por metro quadrado. São Paulo tem o aluguel mais elevado do País, em R$ 35,60/m2, seguido por Rio, com R$ 32,14/m2, e Distrito Federal, com R$ R$ 29,68/m2. Entre as cidades pesquisadas, o valor mais baixo foi registrado em Fortaleza, R$ 16,22/m2, e Goiânia, R$ 15,03/m2. O preço de locação tem sido afetado pelo excesso de imóveis disponíveis para comercialização. Como muitos proprietários não têm conseguido efetivar uma venda, decidiram direcionar o imóvel para aluguel, repassando custos como condomínio e IPTU para os inquilinos. Além disso, muitos consumidores estão reticentes em fechar negócios devido ao desemprego elevado e ao cenário econômico adverso, diminuindo a liquidez do mercado imobiliário. (DCI, 17/11/17)
 
Setor da construção mantém resultado negativo de empregos formais em outubro - Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (20/11) pelo Ministério do Trabalho, revelam queda de 0,22% na taxa de empregos com carteira assinada no setor da construção (menos 4.764 vagas) no mês de outubro. Com esse resultado, o setor da construção passa a registrar uma perda de 30.545 vagas no ano, fechado em novembro. Se o ano tivesse se encerrado em novembro, contando os 12 meses anteriores, o setor teria perdido 168.178 mil vagas, uma queda de 7% do seu estoque de trabalhadores. Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, esse movimento de queda do emprego só será revertido com a retomada do investimento.(CBIC Hoje, 20/11/17)
 
IGP-M sobe 0,37% na segunda prévia de novembro - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de novembro, alta de 0,37%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na parcial de outubro, o avanço tinha sido de 0,30%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência. (Valor, 21/11/17). Leia mais no Valor Econômico

Edifício em Miami oferece até elevador para carros - Vista para o mar, piscinas e saunas já não são mais novidades nos empreendimentos de alto padrão. Para agradar a um exigente público, incluindo os brasileiros que investem em imóveis fora do Brasil, a novidade é a Porsche Design Tower. O edifício de 60 andares, assinado pela famosa marca de carros, fica na costa de Miami (EUA) e oferece alguns luxos para seus futuros moradores. Os apartamentos têm piscinas nas varandas que emitem correntes contra as quais se pode nadar, com vista para a baía de Miami. Mas o que chama mais a atenção são os três elevadores de US$ 40 milhões (mais de R$ 130 milhões) que levam os carros aos apartamentos e os deixam nas salas de estar dos moradores. Os carros são levados por três elevadores de vidro especiais para esse tipo de transporte. A ideia é que o morador possa ficar em seu veículo até chegar à residência. Os apartamentos variam de 443 a 880 metros quadrados. No edifício, ainda há coberturas de 1.350 metros quadrados. Há unidades que são vendidas por mais de US$ 30 milhões (R$ 98,4 milhões). (O Dia, 19/11/17)

Crescimento em Miami - Se há crise no mercado imobiliário, parece que no segmento de alto luxo as coisas estão caminhando bem. De acordo com a imobiliária BRG International, grande parte das unidades na Porsche Design Tower já foi vendida, e a expectativa é ter compradores brasileiros para os apartamentos disponíveis. Segundo estudo da MCF Consultoria, o segmento Premium cresceu 9% em 2016 por aqui.  Os dados indicam que a crise, no luxo, pode até existir, mas tem outras proporções em comparação com o resto da economia. Enquanto o PIB brasileiro sofreu retração de 3,6%, em 2016, o de mercado de luxo cresceu 9%, para R$ 33,9 bilhões, de acordo com o mesmo estudo. E 63%dos 99 executivos entrevistados de grandes marcas do segmento estão otimistas com 2017. (O Dia, 19/11/17)