Desempenho Térmico e Lumínico: como atender a NBR 15575 e se diferenciar no mercado

Sugestões para que o seu projeto alcance diferenciais no mercado, promovendo o conforto e o desempenho térmico e lumínico 

 

Desde julho de 2013, está em vigor a Norma Brasileira 15.575-2013, conhecida como Norma de Desempenho, cujo objetivo é determinar critérios mínimos de desempenho dos empreendimentos residenciais.

A NBR 15575 promove a garantia do atendimento às principais normas vigentes em território nacional e, diferentemente das normas tradicionais, descreve as propriedades fundamentais para o desempenho/qualidade das edificações.

Dois capítulos da norma chamam a atenção por conta de sua complexidade e de seu impacto direto no usuário final, na etapa de desenvolvimento de projetos e orçamentária da obra. São eles: Desempenho Térmico e Desempenho Lumínico. Para ambos, uma prática não muito usual do mercado é sugerida ou requerida para o atendimento da Norma.

Os impactos mais relevantes não estão associados apenas na execução prática na cadeia de produção da construção civil. No âmbito da elaboração e desenvolvimento de projetos, os impactos também são significativos. Onde a tradição nos projetos seguia com vento em popa, soluções que fugiam do padrão de mercado tornaram-se default. Tal interferência modificou a forma tradicional de execução dos projetos arquitetônicos, sistemas prediais, segurança, acessibilidade, entre diversos outros.

Mais do que a necessidade de atendimento à Norma de Desempenho, no entanto, a adequada performance no desempenho térmico e lumínico de empreendimentos residenciais é o primeiro passo para garantir o bem-estar dos usuários em suas moradias.

Por isso, seguem algumas sugestões para que o seu projeto alcance diferenciais no mercado, promovendo tanto esta importante questão sobre o conforto térmico e lumínico como atendendo as exigências de desempenho descritas na Norma.

 

1. Criar diferencial competitivo

 

Há três níveis para o atendimento aos tópicos exigidos pela Norma de Desempenho: nível mínimo, nível intermediário e nível superior.

Entre vários aspectos descritos na norma, todos devem estar atentos para o atendimento mínimo em desempenho térmico e lumínico exigidos. No verão, para o desempenho térmico dos ambientes de longa permanência, as temperaturas internas devem ser, no mínimo, iguais ou inferiores às externas, e, no inverno, superior a 3°C em relação à temperatura externa. Em relação ao desempenho lumínico, ambientes como quartos, sala, cozinha e área de serviço devem receber níveis de iluminância de, no mínimo, 60 lux.

Aqueles que estão à frente do mercado, no entanto, podem buscar o nível intermediário e superior como diferenciais competitivos diante da concorrência. Esses níveis podem ser conquistados, por exemplo, com a implementação de ações de melhoria dos materiais de fechamento opaco e translúcido, bem como com estudos de sombreamento para incrementar o desempenho térmico e lumínico.

Para viabilizar as estratégias que melhor podem trazer diferenciais de mercado, muitas incorporadoras, ainda na fase de concepção do produto, recorrem a simulações computacionais para testar diferentes cenários de desempenho térmico e lumínico, prevendo antecipadamente o custo no investimento das tecnologias.

 

2. Otimizar o acesso à luz natural

 

Uma mudança positiva que a Norma de Desempenho traz é a exigência quanto ao acesso mínimo à incidência de iluminação natural. É comprovado cientificamente que o acesso a paisagens e à iluminação natural causa uma melhora significativa do bem-estar humano.

A forma mais segura de prever o atendimento desse nível de lux é através de simulação computacional (procedimento obrigatório, segundo a norma), pois, após o edifício pronto, dificilmente será possível fazer alteração para atendimento desse requisito. Nessas simulações são estudados, principalmente, recuos das edificações, tamanho das aberturas das fachadas e diferentes tipos de esquadrias.

 

3. Manter temperaturas adequadas nos ambientes de longa permanência

 

Para atendimento ao desempenho mínimo exigido para o conforto dos usuários, a temperatura interna dos ambientes de longa permanência deve ser: igual ou inferior no período de verão; igual ou inferior no período de inverno.

Essa faixa de conforto térmico é adequada para quando a temperatura do ambiente esteja próxima da temperatura aceitável do corpo, afim de que a pessoa não sinta frio ou calor excessivos. Para atender a essa faixa, são considerados diversos aspectos, como: incidência solar, dados climáticos da região do empreendimento, dados dos materiais construtivos, orientação da edificação, entre outros.

A norma permite que seja feito um cálculo prescritivo considerando todos os aspectos. A forma mais adequada de avaliação e atendimento de todos esses aspectos, no entanto, é computar os dados em softwares específicos, que possibilitam obter modelagens computacionais exatas da edificação e garantir que todos os aspectos estão sendo considerados. Ou seja, pense que ficará muito mais oneroso, ou mesmo inviável tecnicamente, implementar correções para o atendimento de todos os critérios após a definição de projetos, ou até mesmo durante a construção do empreendimento.  

 

4. Agregar valor à imagem dos envolvidos no projeto e construção do empreendimento

 

Para atender aos níveis exigidos da norma, os projetos deverão sofrer alterações quanto à metodologia usualmente empregada. Hoje temos uma concepção de projeto segregada entre arquitetura e projetos complementares, o que, além de causar inúmeros problemas de compatibilização de projeto, ainda dificulta consideravelmente pensar um edifício de forma orgânica e com sistemas integrados.

É essencial a participação de todas as disciplinas de projeto integradas desde o inicio da fase de concepção do projeto para garantir o melhor atendimento de todos os aspectos exigidos pela norma. O conceito de desempenho vai além da mera prescrição de critérios de projeto, exige uma equipe especializada e com visão sistêmica do edifício e seus aspectos construtivos. Até o mercado se adaptar ao conceito de projeto integrado, ter na equipe profissionais especialistas em eficiência energética para fornecer dados estratégicos, que sejam também capazes de integrar aspectos das mais variadas disciplinas de projeto, torna-se quase uma exigência advinda da Norma de Desempenho.

 

 

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